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José Saramago könyvei a rukkolán


José Saramago - Das Evangelium Nach Jesus Christus
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José Saramago - The ​Stone Raft
The ​Stone Raft (Portuguese: A Jangada de Pedra) is a novel by Nobel Prize in Literature-winning Portuguese writer José Saramago. It was written in 1986, and was translated into English in 1994. The basic premise of the novel is that the Iberian Peninsula has broken off the European continent and is floating freely in the Atlantic Ocean; bureaucrats around the world are forced to deal with the traumatic effects, while five characters from across Portugal and Spain are drawn ever closer to one another, embarking on a journey within the peninsula as the landmass journeys itself. (Wikipedia)

José Saramago - El ​silencio del agua
«Regresé ​al lugar, el sol ya se había puesto, lancé el anzuelo y esperé. No creo que exista en el mundo un silencio más profundo que el silencio del agua. Lo sentí en aquella hora y nunca lo he olvidado». A orillas del río Tajo, durante una solitaria tarde de pesca, un niño está a punto de atrapar al gran pez. En el mismo momento en que pierde a su presa, comienza para él una conmovedora aventura que concluirá con el despertar de la lucidez. A partir de un recuerdo de infancia, el Premio Nobel portugués José Saramago elabora en El silencio del agua una fábula de extraordinaria belleza y sabiduría.

José Saramago - A ​Bagagem do Viajante
Estas ​crónicas foram publicadas, pela primeira vez, no diário _A Capital_ (1969) e no semanário _Jornal do Fundão_ (1971-1972). « _A Bagagem_ [_do Viajante_] é um livro escrito semana a semana, crónica após crónica, pequeno sismógrafo atento aos acontecimentos de fora e as lembranças de dentro.»

José Saramago - The ​Year of the Death of Ricardo Reis
The ​world's threats are universal like the sun but Ricardo Reis takes shelter under his own shadow. Back in Lisbon after sixteen years practicing medicine in Brazil, Ricardo Reis wanders the rain-sodden streets. He longs for the unattainably aristocratic Marcenda, but it is Lydia, the hotel chamber maid who makes and shares his bed. His old friend, the poet Fernando Pessoa, returns to see him, still wearing the suit he was buried in six weeks earlier. It is 1936, the clouds of Fascism are gathering ominously above them, so they talk; a wonderful, rambling discourse on art, truth, poetry, philosophy, destiny and love.

José Saramago - A ​Noite
Este ​jornal é uma força, meu caro Valadares, uma força.

José Saramago - Tutti ​i nomi
Il ​Signor Josè è l'unico che ha un nome proprio in questo romanzo. Il Signor José è scritturale ausiliario presso la Conservatoria Generale dell'Anagrafe di una città anche lei senza nome. Il Signor José è un modello di abnegazione al lavoro e rispetto delle gerarchie. Finché un giorno, dedicandosi alla sua collezione di ritagli di giornale e foto, s'imbatte nei dati di una sconosciuta. E il mite scritturale si trasforma in ladro e falsario, pur di rintracciare la donna senza volto.

José Saramago - Deste ​Mundo e do Outro
Quando ​andava a escrever as crónicas que depois reuni no volume [...] a que dei o título de Deste Mundo e do Outro, não me passava pela cabeça que um dia eu viria a escrever romances. É certo, porém, que estes não serão inteiramente compreendidos sem a leitura das crónicas. Por outras palavras: nas crónicas encontra-se o embrião de quase tudo o que depois cresceu e prosperou... Vejo agora que, de uma maneira não consciente, já estava a apontar a mim mesmo o sentido do que iria ser o meu trabalho a partir do final dos anos 70.

José Saramago - Objecto ​Quase
"Não ​me parece que o _Objecto Quase_ seja uma sequência de quadros, como igualmente não resultou de uma justaposição mecânica de textos escritos ao sabor das circunstâncias. O livro tem um projecto e um plano, propõe-se claramente contra a alienação [...], toma como referência textual um texto ausente: que eu saiba, até hoje não foi descrita a queda de Salazar, a queda da ter algum significado que um livro contra a alienação se tenha exprimido em termos de morte. No pensamento do autor, alienação e morte são inseparáveis. Pela via da ficção, foi também isto que em _Objecto Quase_ pretendi dizer." José Saramago

José Saramago - As ​Pequenas Memórias
Cai ​a chuva, o vento desmancha as árvores desfolhadas, e dos tempos passados vem uma imagem, a de um homem alto e magro, velho, agora que está mais perto, por um carreiro alagado. Traz um cajado ao ombro, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente caminham os porcos, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. O homem que assim se aproxima, vago entre as cordas de chuva, é o meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de privações, de ignorância. E no entanto é um homem sábio, calado, que só abre a a boca para dizer o indispensável. Fala tão pouco que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende algo como uma luz de aviso. Tem uma maneira estranha de olhar para longe, mesmo se esse longe seja apenas a parede que tem na frente. A sua cara parece ter sido talhada a enxó, fixa mas expressiva, e os olhos, pequenos e agudos, brilham de vez em quando como se alguma coisa em que estivesse a pensar tivesse sido definitivamente compreendida. É um homem como tantos outros nesta terra, neste mundo, talvez um Einstein esmagado sob uma montanha de impossíveis, um filósofo, um grande escritor analfabeto.

José Saramago - Todos ​os Nomes
Nos ​arquivos do grande casarão onde funciona a Conservatória Geral do Registo Civil estão registados (é para isso que a conservatória serve) todos os nomes de todos os homens e de todas as mulheres, de todos os vivos e de todos os mortos. Ali trabalham quinze funcionários, na tarefa de manter o arquivo em dia. Um deles é o Sr. José. Um dia, por mero acaso, vem-lhe para às mão uma ficha de uma mulher nascida há 36 anos, e na qual consta apenas um registo de casamento e outro de divórcio. Movido por uma curiosidade tão estranha quanto obsessiva, o Sr. José inicia uma investigação por conta própria, não hesitando perante quaisquer obstáculos - falsifica documentos para obter informações, assalta uma escola, falta ao trabalho, devassa ilegalmente os arquivos. Encontrar aquela mulher torna-se o grande objectivo da sua vida. Só no final do livro o leitor saberá se o Sr. José alcançou o seu objectivo. Mas isso importa pouco. Porque o que aprendemos com _Todos os Nomes_ é que, por mais que procuremos o outro, jamais saímos de dentro de nós próprios.

José Saramago - A ​barlang
A ​barlang története tipikus saramagói vízió, mely a platóni múlt és a Szép új világ-ban felvázolt embertelen jövő közötti jelent villantja fel. Megszokott barokkos stílusában a szerző derűs távolságtartással, mégis empátiával mutatja be Cipriano Algor falusi fazekasmester konfliktusát a környéket egyre inkább eluraló gigászi Központtal, mely egyszerre lakópark, pláza, vidámpark és temető - város a városban, vagy talán inkább egyfajta kafkai-orwelli hangulatú rendőrállam az államban. Egy napon a Központ bürokratái közlik a fazekassal, hogy termékeire többé nem tartanak igényt. A következő hetekben a mester lányával és a Központban őrként dolgozó vejével összefogva, erejét megfeszítve küzd a megélhetéséért, alkalmazkodni próbál, ám hiába, a végkifejlet elkerülhetetlen: a kis családnak be kell költöznie a Központba. Itt egy éjjel Cipriano Algor megdöbbentő felfedezést tesz, s ez ismét új irányba fordítja mindannyiuk sorsát. Mint több korábbi kötetében, a szerző ebben a regényében is egy igen egyszerű alaphelyzetből bontja ki a metaforákban és filozófiai párhuzamokban gazdag történetet. Miközben az egyén, a kisember sorsát vizsgálja, akinek adott történelmi és társadalmi helyzetben kell megteremtenie létezése feltételeit, a rá jellemző enyhe iróniával kipellengérezi a fogyasztói társadalom elidegenítő hatásait, és nem fél némi archaikus romantikát csempészni a szereplők életébe. Talán nyíltan vállalt pesszimizmusából eredeztethető a benne rejlő makacs tagadás, melyre már a Lisszabon ostromának históriája is épült, és ami A barlang végső feloldását is meghatározza. „Mert van-e annál felemelőbb érzés - kérdezi Saramago -, mint amikor az ember teljesen szabad akaratából azt mondhatja, hogy nem?

José Saramago - Death ​at Intervals
In ​an unnamed country on the frist day of the new year, people stop dying. Amid the general public, there's a great celebration: flags are hung out on balconies and people dance on the streets. They have achieved the great goal of humanity-eternal life. Death is on strike. Soon thought, the residents begin to suffer. For several months undertakers face bankruptcy, the church is forced to reinvent its doctrine, and local 'maphia' smuggle those on the brink of death over the border where they can expire naturally. Death does return eventually, but with a new courteous approach-delivering violet warning letters to her victims. But what can death do when a letter is unexpectedly returned?

José Saramago - Journey ​to Portugal
From ​the misty mountains of the north to the southern seascape of the Algarve, the travels of Nobel laureate José Saramago are a passionate rediscovery of his own land. Setting off in his veteran motor car, Saramago wants to travel _to_ Portugal, as well as through it: by making it his destination the acclaimed writer hopes to take stock of his native land as it hovers on the edge of the modern world. He is no typical guide - he avoids the "sights" in favour of a remote Romanesque church, a cobweb-ridden chapel, the local and the domestic - but, with his deep fount of memory and erudite knowledge, each encounter evoking the span of Portugal's history, he is anyone's idea of a delightful travelling companion.

José Saramago - Levantado ​do Chão
Um ​escritor é um homem como os outros: sonha. E o meu sonho foi o de poder dizer deste livro, quando o terminasse: «Isto é o Alentejo.» Dos sonhos, porém, acordamos todos, e agora eis-me não diante do sonho realizado, mas da concreta e possível forma do sonho. Por isso me limitarei a escrever: «Isto é um livro sobre o Alentejo.» Um livro, um simples romance, gente, conflitos, alguns amores, muitos sacrifícios e grandes fomes, as vitórias e os desastres, a aprendizagem da transformação, e mortes. É portanto um livro que quis aproximar-se da vida, e essa seria a sua mais merecida explicação. Leva como título e nome, para procurar e ser procurado, estas palavras sem nenhuma glória - _Levantado do Chão_. Do chão sabemos que se levantam as searas e as árvores, levantam-se os animais que correm os campos ou voam por cima deles, levantam-se os homens e as suas esperanças. Também do chão pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira. Enfim, cá estou outra vez a sonhar. Como os homens a quem me dirijo.

José Saramago - O ​Caderno 2
Esta ​obra reúne o conjunto de textos que diariamente José Saramago foi escrevendo no seu blog entre Março de 2009 e Novembro de 2009. Representa as reflexões, as opiniões, as sugestões, críticas aos mais diversos assuntos e sobre as mais diversas questões.

José Saramago - Káin
Ha ​az Úrnak lenne egy fia, azt is megöletné? -kérdezte Izsák. Erre a jövő ad választ. Ez az Úr mindenre képes, a jóra, a gonoszra és a még gonoszabbra is. Így van. Ha nem engedelmeskedsz a parancsának, mi történt volna? - kérdezte Izsák. Az Úr romlással vagy betegséggel sújtja azt, aki nem teljesíti a rendelését. Bosszúálló Isten a mi Urunk. Azt hiszem, igen, - válaszolt Ábrahám lehalkítva a hangját, mintha félne attól, hogy meghallják, mert az Úr mindent megtehet. Hibát vagy bűnt is elkövethet? - kérdezte Izsák. Bizony, hibákat és bűnöket is. Atyám, nem tudom elfogadni ezt a vallást. El kell fogadnod, nincs más választásod, most pedig kéréssel fordulok hozzád, egy alázatos kéréssel. Mi légyen az? Felejtsük el, ami történt. Nem tudom, hogy képes leszek-e elfelejteni, Atyám. Még látom magamat, ahogy ott fekszem, megkötözve a fahasábokon, és téged, ahogyan felemeled a karod, és a kezedben megcsillan a kés. Nem én voltam az, józan eszemmel nem tennék ilyet. Azt akarod mondani, hogy az Úr elveszi az emberek józan eszét? Igen, nagyon sokszor, csaknem mindig - válaszolta Ábrahám. Akárhogyan is, a te kezedben volt a kés. Az úr mindent előkészített, és az utolsó pillanatban közbelépett. Láttad, ott volt az angyal. Elkésett... José Saramago, a 2010-ben, nyolcvanhét éves korában elhunyt Nobel-díjas író életművének utolsó, nagy vihart kavaró művét tartja a kezében az Olvasó.

José Saramago - O ​Homem Duplicado
Tertuliano ​Máximo Afonso, professor de História, vive só num bairro da cidade sem nome, só com a sua solidão. Um dia aluga um velho filme para ver em casa como repouso do cansaço que lhe deu a correcção dos trabalhos dos alunos. E acontece algo que lhe modificará a vida de solitário e pacato cidadão - um dos actores secundários do filme é exactamente igual a si próprio, é o seu duplo. Inquieto com a possibilidade de existir, eventualmente perto de si, na sua cidade, um outro que é ele próprio, lança-se numa investigação para encontrar esse outro, provocar um encontro, medir-se com ele. Com base neste ponto de partida, com uma intriga complexa conduzida com mão de mestre, José Saramago oferece-nos com _O Homem Duplicado_, um dos seus mais belos romances.

José Saramago - El ​cuento de la isla desconocida
La ​intención de un noble portugués de ser autorizado por el rey para utilizar una de sus carabelas en la búsqueda de la isla desconocida, le sirve al autor de pretexto para realizar una fábula descarnada del hombre moderno.

José Saramago - Skylight
A ​previously unpublished novel by a literary master, Skylight tells the intertwined stories of the residents of a faded apartment building in 1940s Lisbon. Silvestre and Mariana, a happily married elderly couple, take in a young nomad, Abel, and soon discover their many differences. Adriana loves Beethoven more than any man, but her budding sexuality brings new feelings to the surface. Carmen left Galicia to marry humble Emilio, but hates Lisbon and longs for her first love, Manolo. Lidia used to work the streets, but now she’s kept by Paulo, a wealthy man with a wandering eye. These are just some of the characters in this early work, completed by Saramago in 1953 but never published until now. With his characteristic compassion, depth, and wit, Saramago shows us the quiet contentment of a happy family and the infectious poison of an unhappy one. We see his characters’ most intimate moments as well as the casual encounters particular to neighbors living in close proximity. Skylight is a portrait of ordinary people, painted by a master of the quotidian, a great observer of the immense beauty and profound hardships of the modern world.

José Saramago - Alabardas
Aquando ​do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências. Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.

José Saramago - The ​History of the Siege of Lisbon
Raimundo ​Silva, an innocuous bachelor, has chosen the safe occupation of proofreader at a distinguished publishing house. One day he inexplicably takes it upon himself to alter a key word in a history text. His alteration leads him into an affair on the heart that changes the course of European history. Around a seemingly minor incident José Saramago has constructed one of his most ambitious, sweeping novels to date: a broad, multifaceted tableau involving meditations on historiography, the uses and abuses of language, and life under authoritarian rule. This rollicking love story is a delight for readers of Jorge Luis Borges, Salman Rushdie, and Gabriel García Márquez.

José Saramago - Jézus ​Krisztus evangéliuma
A ​Názáreti Jézus életét fogalmazta újra a Nobel-díjas portugál író ebben a regényben. Saramago földi emberként állítja elénk Jézust, akinek sorsát két apa határozza meg. A mennyei Atya szellemi hatalmát, a vértanúhalál utáni dicsőség és világhír ígéretét hagyományozza rá, földi apja, József pedig a betlehemí gyermekgyilkosságban való felelősség súlyával terhelt és kereszthalállal beteljesedő sorsának gyötrelmeit. Jézus nem tud megbékélni József vétkével, ezért elhagyja a szülői házat, és hosszú éveket tölt egy titokzatos pásztorral és nyájával. Mikor elkóborolt bárányát keresve a pusztában találkozik Istennel, hazamegy, hogy elújságolja családjának, de még az anyja sem hisz neki, pedig ő az egyetlen, akinek sejtelme lehet Jézus fogantatásának rejtélyéről. A megkeseredett Jézus ezek után Mária Magdolnát választja társául, aki elkíséri őt az Isten által kijelölt úton, melynek során Jézus akarata ellenére válik Megváltóvá, mert felismeri, hogy nem menekülhet a mennyei Atya által rászabott végzettől, bár halála pillanatáig lázad ellene.

José Saramago - Manual ​de Pintura e Caligrafia
"O ​Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data. Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte." Luís de Sousa Rebelo

José Saramago - O ​Ano da Morte de Ricardo Reis
Foi ​na biblioteca da escola industrial que O Ano da Morte de Ricardo Reis começou a ser escrito... Ali encontrou um dia o jovem aprendiz de serralheiro (teria então 17 anos) uma revista - "Atena" era o título - em que havia poemas assinados com aquele nome e, naturalmente, sendo tão mau conhecedor da cartografia literária do seu país pensou que existia em Portugal um poeta que se chamava assim: Ricardo Reis. Não tardou muito tempo, porém, a saber que o poeta propriamente dito tinha sido um tal Fernando Nogueira Pessoa que assinava poemas com nomes de poetas inexistentes nascidos na sua cabeça e a que chamava heterónimos, palavra que não constava dos dicionários da época, por isso custou tanto trabalho ao aprendiz de letras saber o que ela significava. Aprendeu de cor muitos poemas de Ricardo Reis ("Para ser grande sê inteiro/Põe quanto és no mínimo que fazes"), mas não podia resignar-se, apesar de tão novo e ignorante, que um espírito superior tivesse podido conceber, sem remorso este verso cruel: "Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo". Muito, muito tempo depois, o aprendiz, já de cabelos brancos e um pouco mais sábio das suas próprias sabedorias, atreveu-se a escrever um romance para mostrar ao poeta das "Odes" alguma coisa do que era o espectáculo do mundo nesse ano de 1936 em que o tinha posto a viver os seus últimos dias: a ocupação da Renânia pelo exército nazista, a guerra de Franco contra a República espanhola, a criação por Salazar das milícias fascistas portuguesas. Foi como se estivesse a dizer-lhe: "Eis o espectáculo do mundo, meu poeta das amarguras serenas e do cepticismo elegante. Disfruta, goza, contempla, já que estar sentado é a tua sabedoria..." José Saramago

José Saramago - Noam Chomsky - James Petras - Edward W. Said - Alberto Pirís - Antoni Segura - ¡Palestina ​existe!
Israel ​desarrolla una estrategia perfectamente planificada de ocupación y desalojo de Palestina, y la llamada comunidad internacional emite, como mucho, algunas quejas retóricas en las que sitúa al agresor y al agredido en el mismo plano. Eso cuando no se refiere en términos más duros y conminativos a la resistencia Palestina (calificada de terrorista, sin matiz de ningún tipo) que a la acción criminal del Estado sionista, de la que sólo deplora sus excesos, como si toda su política genocida no fuera en sí misma un intolerable y aberrante exceso. Con el apoyo material de los Estados Unidos de América, que le proporcionan cuantas armas, dinero y cobertura estratégica necesita, Israel se permite desdeñar la legislación internacional -la Convención de Ginebra, muy destacadamente- y pasar por alto todas las resoluciones de las Naciones Unidas sobre el conflicto. Un conjunto de destacados escritores, historiadores y analistas (el novelista y Premio Nobel portugués José Saramago , el lingüista norteamericano Noam Chomsky , el sociólogo -también norteamericano- James Petras , el escritor palestino-neoyorquino Edward W. Said , profesor de Literatura en la Columbia University, el español Alberto Piris , general de Artillería en la reserva y analista del Centro de Investigación par la Paz, y Antoni Segura , catedrático de la Universidad de Barcelona y especialista en el mundo árabe), proporcionan en este libro de urgencia un conjunto de claves, datos, análisis y reflexiones fundamentales para la comprensión cabal de este conflicto.

José Saramago - Small ​Memories
Starred ​Review. Weaving together memories of his Portuguese childhood, Nobel Prize–winner Saramago (1922–2010) presents a lyrical portrait of the artist as a young man. Born in the small village of Azinhaga and raised in Lisbon, Saramago recounts his early days not in the traditional linear fashion but as snippets of reminiscences that flow from one topic—and time period—to another. The days spent in Azinhaga, exploring the countryside with a child's keen eye for adventure and spending time in his maternal grandparents' cottage, are beautifully depicted and resonate even more deeply when Saramago describes the modernization that has made his boyhood home unrecognizable. Readers will also recognize the trademark undercurrent of wit in Saramago's stories, such as how a village joke resulted in his surname being recorded incorrectly on his birth certificate ("Saramago" means wild radish) and how an early attempt to master French was actually a childhood introduction to Molière. Yet all is not merry as Saramago recalls the tragic death of his older brother, Francisco, at age four, which causes him to explore the concept of so-called "false memories," as well as his family's poverty. With its poetic style, this posthumous memoir is the perfect coda to Saramago's distinguished career. (Apr.) (c) Copyright PWxyz, LLC. All rights reserved. From Booklist Starred Review The Portuguese recipient of the 1998 Nobel Prize in Literature died in 2010, leaving for posthumous publication his last novel, the rousing, delightful Elephant's Journey, and this equally charming memoir of his childhood ('the small memories of when I was small'), which is certainly one of the most sheerly beautiful writing exercises in any mode or genre of the season. In common with other writers who take backward glances at life, Saramago spends time'and in his case, lush time'remembering being raised amid idiosyncratic relatives and neighbors, who, if not directly supplying fodder for future writing endeavors, at least gave Saramago an early sensitivity to the fact that the best drama is about ordinary folk (one man is described as someone who 'lacked the intelligence to know which way the wind was blowing, or if indeed there was any wind'). What makes the book so distinctive and charming is that Saramago admits that certain of his memories have a fuzzy provenance'did he actually experience this or that event or just hear about them later?'yet at the same time, he simply lets the narrative roll along in verbal splendor and poignant intimacy, leaving the question of truth-rooted accuracy versus hit-or-miss impressions a moot point. --Brad Hooper

José Saramago - Az ​embermás
Tertuliano ​Máximo Afonso éppen depresszióval küszködik: történelemtanárként unalmasan csordogálnak a napjai, s miután néhány éve elvált, belesavanyodott az egyedüllétbe. Van ugyan szeretője, aki szívesen hozzámenne feleségül, de Tertuliano vele is szakítani akar... Egyszóval igen nagy szüksége lenne valamire, ami kizökkenti jelen állapotából, ami értelmet, célt ad az életének, s amitől megtudja, hogy ki is ő igazából. S ekkor élete váratlan fordulatot vesz: egy silány filmvígjátékban felfedezi a tökéletes hasonmását – s ha eddig nem volt tisztában önmagával, igazi vágyaival, törekvéseivel, most még az is nehezíti a helyzetét, hogy kettő van belőle. Elképzelhető, hogy ő csak valakinek a másolata? Egyáltalán: miként lehetséges a józan észnek, a természet működésének ellentmondó tökéletes azonosság? És milyen (egyelőre beláthatatlan) következményekkel járhat ez a felfedezése? Feldúltan nyomozni kezd, s egyszer csak egymással szemben állnak ők ketten: Tertuliano Máximo Afonso és a hasonmása, egy színész, akinek még az ujjlenyomata is pontosan ugyanolyan, mint az övé. Saramago legújabb regényében meghökkentő fordulatokban bővelkedő történetet sző a világirodalom egyik hagyományos témája, a hasonmásmotívum köré – s nemcsak az irodalmi előzmények, hanem a mű groteszk-sejtelmes atmoszférája is tragikus végkifejletet sugall...

José Saramago - Minden ​egyes név
José ​úr segédfogalmazó a Népesség-nyilvántartó Hivatalban. Ötvenéves fejjel ennyire vitte - többre nem hivatott, többre nem is vágyik. Reggeltől estig fogadja az ügyfeleket, vezeti példás ügybuzgalommal élők és holtak nyilvántartási kartonjait. Szabadidejében pedig híres emberekről gyűjt és rendszerez minden elérhető újságcikket, fényképet, adatot. Magánszorgalomból az éjszakát is hivatalban tölti. Egyszer egy híres ember kartonját véletlenül hozzáfogja egy ismeretlen nő kartotéklapját, s akkor keríti csak igazán hatalmába furcsa szenvedélye. A nyomába ered ennek a köznapi sorsnak, megpróbálja feltérképezni, izgalmában lop, csal, hazudik, betör, elhanyagolja a munkáját, s az egyszerűnek látszó kutatásból kalandregénybe illő abszurd történet kerekedik. Számtalan stiláris telitalálat és humor színezi a néha hivatalnokosan barokkos, máskor puritán, de mindvégig lendületes s leginkább az élőbeszéd logikáját, lejtését, árnyalatait követő szöveget. A segédfogalmazó sivár élettörténete Saramago kezén lebilincselő olvasmány. A portugál irodalom nagy öregje 1998-ban elnyerte a Nobel-díjat. Sok nyelven van értő közönsége, sőt lelkes tábora. Magyar fordításban a Kőtutaj, A kolostor regénye, a Ricardo Reis halálának éve, a Lisszabon ostromának históriája és a Vakság című műveit ismerheti meg az olvasó.

José Saramago - O ​Conto da Ilha Desconhecida
Um ​homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim săo todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinaçăo fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistęncia ŕs adversidades viesse o mérito e do mérito nascesse o direito ŕ concretizaçăo. Entre desejar um barco e tę-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a idéia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.

José Saramago - Caim
A ​história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

José Saramago - Memorial ​Do Convento
Aproximam-se ​agora um homem que deixou a mão esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome de Blimunda, e também pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra. Aproxima-se também um padre jesuíta chamado Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode, mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde floresceram as superstições e as fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha Blimunda para ver o que escondido estava... E também se aproxima uma multidão de milhares e milhares de homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os muros implacáveis do convento, as salas enormes do palácio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que não sabe se deve rir ou chorar...

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