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José Saramago - Das Evangelium Nach Jesus Christus
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José Saramago - Manual ​de Pintura e Caligrafia
"O ​Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data. Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte." Luís de Sousa Rebelo

José Saramago - Memorial ​Do Convento
Aproximam-se ​agora um homem que deixou a mão esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome de Blimunda, e também pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra. Aproxima-se também um padre jesuíta chamado Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode, mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde floresceram as superstições e as fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha Blimunda para ver o que escondido estava... E também se aproxima uma multidão de milhares e milhares de homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os muros implacáveis do convento, as salas enormes do palácio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que não sabe se deve rir ou chorar...

José Saramago - Der ​Doppelgänger
Der ​Geschichtslehrer Tertuliano Maximo Afonso leidet nicht nur an seinem pompösen Namen, sondern auch am Bonsai-Intellekt seiner Schüler und an seiner Freundin Maria, die immer mit ihrer Mutter zusammengluckt. Ein Kollege schickt ihn zur Ablenkung in die Videothek und empfiehlt auch gleich einen Film. Tertuliano sieht ihn sich an, und erwartungsgemäß gefällt er ihm nicht. Aber wie gewaltig seine Überraschung, als er sich in einer schlaflosen Nacht den Film noch einmal anschaut und feststellt, dass eine Nebenfigur, der Rezeptionist eines Hotels, ihm zum Verwechseln ähnlich sieht. Gleich am nächsten Tag beginnt er seinem Doppelgänger nachzuforschen. Zu seinem Schrecken merkt er, dass es hier um mehr als schlichte Ähnlichkeit geht: Als er auf seiner Suche schließlich fündig wird und den Schauspieler Antonio Claro kennen lernt, stellt sich heraus, dass beide absolut identisch sind! Bald entbrennt ein Streit zwischen ihnen: Wer ist das Original, wer die Kopie? Und wie werden ihre Frauen reagieren, wenn sie erfahren, dass ihre Liebe keinem Einzigartigen gilt, sondern einem, der zweimal existiert? Oder gar noch öfter? "Der Doppelgänger" ist ein Kriminalstück - und eine moderne Parabel, mindestens ebenso nah an den Möglichkeiten der Genetik wie an den Mythen des Altertums. Denn auch in diesem Roman gibt es eine warnende Kassandra, und wie ihr Vorbild wird sie nicht erhört...

José Saramago - Objecto ​Quase
"Não ​me parece que o _Objecto Quase_ seja uma sequência de quadros, como igualmente não resultou de uma justaposição mecânica de textos escritos ao sabor das circunstâncias. O livro tem um projecto e um plano, propõe-se claramente contra a alienação [...], toma como referência textual um texto ausente: que eu saiba, até hoje não foi descrita a queda de Salazar, a queda da ter algum significado que um livro contra a alienação se tenha exprimido em termos de morte. No pensamento do autor, alienação e morte são inseparáveis. Pela via da ficção, foi também isto que em _Objecto Quase_ pretendi dizer." José Saramago

José Saramago - As ​Pequenas Memórias
Cai ​a chuva, o vento desmancha as árvores desfolhadas, e dos tempos passados vem uma imagem, a de um homem alto e magro, velho, agora que está mais perto, por um carreiro alagado. Traz um cajado ao ombro, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente caminham os porcos, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. O homem que assim se aproxima, vago entre as cordas de chuva, é o meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de privações, de ignorância. E no entanto é um homem sábio, calado, que só abre a a boca para dizer o indispensável. Fala tão pouco que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende algo como uma luz de aviso. Tem uma maneira estranha de olhar para longe, mesmo se esse longe seja apenas a parede que tem na frente. A sua cara parece ter sido talhada a enxó, fixa mas expressiva, e os olhos, pequenos e agudos, brilham de vez em quando como se alguma coisa em que estivesse a pensar tivesse sido definitivamente compreendida. É um homem como tantos outros nesta terra, neste mundo, talvez um Einstein esmagado sob uma montanha de impossíveis, um filósofo, um grande escritor analfabeto.

José Saramago - O ​Conto da Ilha Desconhecida
Um ​homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim săo todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinaçăo fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistęncia ŕs adversidades viesse o mérito e do mérito nascesse o direito ŕ concretizaçăo. Entre desejar um barco e tę-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a idéia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.

José Saramago - Caim
A ​história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele.

José Saramago - Blindness
Blindness ​is the story of an unexplained mass epidemic of blindness afflicting nearly everyone in an unnamed city, and the social breakdown that swiftly follows. The novel follows the misfortunes of a handful of characters who are among the first to be stricken and centers around a doctor and his wife, several of the doctor’s patients, and assorted others, thrown together by chance. This group bands together in a family-like unit to survive by their wits and by the unexplained good fortune that the doctor’s wife has escaped the blindness. The sudden onset and unexplained origin and nature of the blindness cause widespread panic, and the social order rapidly unravels as the government attempts to contain the apparent contagion and keep order via increasingly repressive and inept measures.

José Saramago - O ​Ano da Morte de Ricardo Reis
Foi ​na biblioteca da escola industrial que O Ano da Morte de Ricardo Reis começou a ser escrito... Ali encontrou um dia o jovem aprendiz de serralheiro (teria então 17 anos) uma revista - "Atena" era o título - em que havia poemas assinados com aquele nome e, naturalmente, sendo tão mau conhecedor da cartografia literária do seu país pensou que existia em Portugal um poeta que se chamava assim: Ricardo Reis. Não tardou muito tempo, porém, a saber que o poeta propriamente dito tinha sido um tal Fernando Nogueira Pessoa que assinava poemas com nomes de poetas inexistentes nascidos na sua cabeça e a que chamava heterónimos, palavra que não constava dos dicionários da época, por isso custou tanto trabalho ao aprendiz de letras saber o que ela significava. Aprendeu de cor muitos poemas de Ricardo Reis ("Para ser grande sê inteiro/Põe quanto és no mínimo que fazes"), mas não podia resignar-se, apesar de tão novo e ignorante, que um espírito superior tivesse podido conceber, sem remorso este verso cruel: "Sábio é o que se contenta com o espectáculo do mundo". Muito, muito tempo depois, o aprendiz, já de cabelos brancos e um pouco mais sábio das suas próprias sabedorias, atreveu-se a escrever um romance para mostrar ao poeta das "Odes" alguma coisa do que era o espectáculo do mundo nesse ano de 1936 em que o tinha posto a viver os seus últimos dias: a ocupação da Renânia pelo exército nazista, a guerra de Franco contra a República espanhola, a criação por Salazar das milícias fascistas portuguesas. Foi como se estivesse a dizer-lhe: "Eis o espectáculo do mundo, meu poeta das amarguras serenas e do cepticismo elegante. Disfruta, goza, contempla, já que estar sentado é a tua sabedoria..." José Saramago

José Saramago - Death ​at Intervals
In ​an unnamed country on the frist day of the new year, people stop dying. Amid the general public, there's a great celebration: flags are hung out on balconies and people dance on the streets. They have achieved the great goal of humanity-eternal life. Death is on strike. Soon thought, the residents begin to suffer. For several months undertakers face bankruptcy, the church is forced to reinvent its doctrine, and local 'maphia' smuggle those on the brink of death over the border where they can expire naturally. Death does return eventually, but with a new courteous approach-delivering violet warning letters to her victims. But what can death do when a letter is unexpectedly returned?

José Saramago - Skylight
A ​previously unpublished novel by a literary master, Skylight tells the intertwined stories of the residents of a faded apartment building in 1940s Lisbon. Silvestre and Mariana, a happily married elderly couple, take in a young nomad, Abel, and soon discover their many differences. Adriana loves Beethoven more than any man, but her budding sexuality brings new feelings to the surface. Carmen left Galicia to marry humble Emilio, but hates Lisbon and longs for her first love, Manolo. Lidia used to work the streets, but now she’s kept by Paulo, a wealthy man with a wandering eye. These are just some of the characters in this early work, completed by Saramago in 1953 but never published until now. With his characteristic compassion, depth, and wit, Saramago shows us the quiet contentment of a happy family and the infectious poison of an unhappy one. We see his characters’ most intimate moments as well as the casual encounters particular to neighbors living in close proximity. Skylight is a portrait of ordinary people, painted by a master of the quotidian, a great observer of the immense beauty and profound hardships of the modern world.

José Saramago - Ensaio ​sobre a Lucidez
Numa ​cidade sem nome, que pode ser a nossa, realizam-se eleições. Contados os votos ao fim do dia o resultado é surpreendente - mais de setenta por cento dos votos são votos brancos. Apanhados de surpresa por este resultado, os políticos - todos eles - decidem repetir a votação alguns dias depois, preparando o acto com todos os cuidados. Mas o resultado foi ainda mais surpreendente - o número de votos brancos subiu para oitenta e três por cento. Que se passou? Não se passou nada, parece dizer o autor. O voto branco está previsto na lei, é uma possibilidade real e legal, posso legitimamente usá-lo como hipótese para construir um romance. Que se passou? Só pode ser uma conspiração, diz o governo, não há outra explicação. Há que descobrir os conspiradores, por todos os meios, a exterminá-los implacavelmente, para salvar o sistema. E enquanto se desenrola esta história, ao longo das páginas deste _Ensaio sobre a Lucidez_, o leitor é convidado a uma reflexão sobre a verdade e a mentira na vida política contemporânea.

José Saramago - Ensaio ​sobre a Cegueira
"A ​cegueira é a metáfora da desumanização e da indignidade do homem. Com ela, irrompem os demónios e os monstros apocalípticos: a fome, a violência, a crueldade, a bestialidade...O manicómio desactivado onde são encerrados os cegos e os contaminados é a metáfora dos campos da morte da nossa excruciante memória histórica contemporânea. A sujidade nauseabunda dos corpos, das camaratas, dos corredores e das sentinas do manicómio e o cheiro pestilencial que envolve e mortalmente abafa toda a cidade são metáforas do apodrecimento do homem. O manicómio e a cidade fantasmática, no seu horror absoluto, são a visão sublime e grotesca da aflição, do sofrimente, da indignidade e da loucura dos homens. Na igreja, as próprias imagens de Cristo e dos santos têm os olhos tapados com uma venda ou com uma grossa pincelada branca, metáforas terrificantes da ausência de Deus. No meio, porém, desta catástrofe horrenda, no meio de tanta miséria física e moral, de tanta dor e tanta aflição, a esperança do homem ainda guarda sentido, alimentada por uma tenaz consciência moral, pela capacidade espantosa de sacrifício e pela generosidade de alguns. [...] Na única mulher que não cegou, a mulher do médico, encontro eu a metáfora do espírito da esperança. Como um novo Moisés, ela soube conduzir a sua tribo à sua casa. E após a expiação, o sofrimento inumano e a morte de muitos, os cegos começaram de novo a ver..." Vítor Aguiar e Silva

José Saramago - The ​Double
Tertuliano ​Maximo Afonso is a divorced, depressed history teacher. To lift his spirits, a colleague suggests he rent a certain video. Tertuliano watches the film, unimpressed. But during the night, when he is awakened by noises in his apartment, he goes into the living room to find that the VCR is replaying the video. He watches in astonishment as a man who looks exactly like him-or, more specifically, exactly like he did five years before, mustachioed and fuller in the face-appears on the screen. He sleeps badly. Against his better judgment, Tertuliano decides to pursue his double. As he roots out the man's identity, what begins as a whimsical story becomes a "wonderfully twisted meditation on identity and individuality" (The Boston Globe). Saramago displays his remarkable talent in this haunting tale of appearance versus reality.

José Saramago - The ​Cave
Cipriano ​Algor, an elderly potter, lives with his daughter Marta and her husband Marçal in a small village on the outskirts of The Center, an imposing complex of shops, apartments, and offices to which Cipriano delivers his pots and jugs every month. On one such trip, he is told not to make any more deliveries. Unwilling to give up his craft, Cipriano tries his hand at making ceramic dolls. Astonishingly, The Center places an order for hundreds, and Cipriano and Marta set to work-until the order is cancelled and the three have to move from the village into The Center. When mysterious sounds of digging emerge from beneath their apartment, Cipriano and Marçal investigate, and what they find transforms the family's life. Filled with the depth, humor, and the extraordinary philosophical richness that marks each of Saramago's novels, The Cave is one of the essential books of our time.

José Saramago - Az ​elefánt vándorútja
A ​XVI. század derekán III. János portugál király azzal lepte meg házasulandó unokaöccsét, az osztrák Miksa főherceget, hogy a nászajándékhoz ráadásként küldött neki egy indiai elefántot. Az ajándékozási ceremóniáról igen keveset tudunk, csak néhány forrás emlékezik meg róla. Ezekből a szűkszavú beszámolókból kiindulva az áradó írói fantáziával megáldott José Saramago egykori nagy regényeihez mérhető művet alkotott, lenyűgöző történetbe foglalta az elefánt hosszúra nyúló vándorútját Belémből, a portugál királyi udvarból fél Európán, az Alpok hágóin át az osztrák fővárosba. Nem tudjuk, hogy a könyv olvasása közben mit csodáljunk jobban: elbeszélői stílusát-e, amely írói munkásságának legmaradandóbb pillanatait idézi, a valóságos és kitalált személyek egymás mellett szerepeltetését-e, amelynek révén a valóság és a képzelet oly mértékben egybeolvad, ahogyan csak a legnagyobb művészi alkotásokban szokott, vagy figurateremtő erejét és azt az elnéző derűt, amellyel az iróniára és gunyorosságra hajlamos José Saramago az emberi gyöngeségeket megmutatja. A Nobel-díj odaítélése után tíz évvel megírt Az elefánt vándorútjá-ban Saramago teljes irodalmi fegyverzetében lép újra elénk.

José Saramago - A ​barlang
A ​barlang története tipikus saramagói vízió, mely a platóni múlt és a Szép új világ-ban felvázolt embertelen jövő közötti jelent villantja fel. Megszokott barokkos stílusában a szerző derűs távolságtartással, mégis empátiával mutatja be Cipriano Algor falusi fazekasmester konfliktusát a környéket egyre inkább eluraló gigászi Központtal, mely egyszerre lakópark, pláza, vidámpark és temető - város a városban, vagy talán inkább egyfajta kafkai-orwelli hangulatú rendőrállam az államban. Egy napon a Központ bürokratái közlik a fazekassal, hogy termékeire többé nem tartanak igényt. A következő hetekben a mester lányával és a Központban őrként dolgozó vejével összefogva, erejét megfeszítve küzd a megélhetéséért, alkalmazkodni próbál, ám hiába, a végkifejlet elkerülhetetlen: a kis családnak be kell költöznie a Központba. Itt egy éjjel Cipriano Algor megdöbbentő felfedezést tesz, s ez ismét új irányba fordítja mindannyiuk sorsát. Mint több korábbi kötetében, a szerző ebben a regényében is egy igen egyszerű alaphelyzetből bontja ki a metaforákban és filozófiai párhuzamokban gazdag történetet. Miközben az egyén, a kisember sorsát vizsgálja, akinek adott történelmi és társadalmi helyzetben kell megteremtenie létezése feltételeit, a rá jellemző enyhe iróniával kipellengérezi a fogyasztói társadalom elidegenítő hatásait, és nem fél némi archaikus romantikát csempészni a szereplők életébe. Talán nyíltan vállalt pesszimizmusából eredeztethető a benne rejlő makacs tagadás, melyre már a Lisszabon ostromának históriája is épült, és ami A barlang végső feloldását is meghatározza. „Mert van-e annál felemelőbb érzés - kérdezi Saramago -, mint amikor az ember teljesen szabad akaratából azt mondhatja, hogy nem?

José Saramago - Terra ​do Pecado
_Terra ​do Pecado_ é o primeiro romance de José Saramago. A primeira edição data de 1947. E só cinquenta anos depois, em 1997, o autor concordou em publicar a segunda edição. No ano seguinte, José Saramago é galardoado com o Prémio Nobel de Literatura. Entre uma e outra data é toda uma vida de trabalho árduo e persistente, de que resultou uma grandiosa obra conhecida e admirada em todo o mundo. No prefácio a esta edição, José Saramago afirma que "escreveu este livro porque numa antiga conversa entra amigos, daquelas que têm os adolescentes, falando uns com os outros do que gostariam de ser quando fossem grandes, disse que queria ser escritor". O sonho cumpriu-se.

José Saramago - Der ​Stuhl und andere Dinge
Ein ​Sofa erkrankt an Fieber, Türen werden zu angriffslustigen Kreaturen, Briefkasten, Treppenhauser und ganze Gebaude verschwinden, um zu Menschen zu werden. In seinen phantastischen Erzahlungen nahert sich der grosse portugiesische Schriftsteller José Saramago einem tiefgründigen und facettenreichen Thema. Was hat es mit "den Dingen" auf sich, die uns alltaglich mit scheinbarer Selbstverstandlichkeit umgeben? Welche Macht haben sie über uns? "José Saramago fabuliert so hintergründig, dass auch der Leser, der sich straubt, in den magischen Bann der Geschichten hineingezogen wird" ("Welt am Sonntag").

José Saramago - Alentejo
Balladás ​hangú regényében José Saramago a Portugália déli részén elterülő Alentejo tartományba vezeti el olvasóit, és egy nincstelen parasztcsalád négy nemzedékének életén keresztül mutatja be az alentejo-i parasztság XX. századi történetét. Az elbeszélt események 1905 körül kezdődnek, ez az évszám azonban a regény során esetlegessé válik, mivel Portugáliának ezen a vidékén az emberek szinte időtlen viszonyok között léteztek évszázadokon át. Életük belesimult a tájba, a természet örök körforgásába, és a létezésüket fojtogató múltba. Nemcsak az elmaradottság, a középkori szinten megrekedt birtokviszonyok miatt, hanem mert a régmúlt idők visszatérő árnyai is folytonosan ott settenkedtek körülöttük, akár a földesurak egymást követő nemzedékeiben továbbélő Lamberto Horques Alemão, a német lovag, aki a XV. században kapta hűbérbirtokul ezt a vidéket I. János királytól, akár az egyház örökös hatalmát képviselő vidéki papok. Ugyanígy a múltat idézik a Mau-Tempo család négy évszázad óta időről-időre kék szemmel megszülető gyermekei is, emlékeztetve arra az ötszáz évvel korábban élt hajadonra, akivel egy forrásnál erővel kedvét töltötte a föld idegen ura…. Saramago jó harminc éve ezzel a már sajátosan egyéni hangú regényével kezdte meg a portugál történelem egy-egy jelentős korszakával foglalkozó műveinek sorát. Nélküle nem volna teljes magyarul sem a Nobel-díjas portugál írónagyság életműve.

José Saramago - El ​cuento de la isla desconocida
La ​intención de un noble portugués de ser autorizado por el rey para utilizar una de sus carabelas en la búsqueda de la isla desconocida, le sirve al autor de pretexto para realizar una fábula descarnada del hombre moderno.

José Saramago - Levantado ​do Chão
Um ​escritor é um homem como os outros: sonha. E o meu sonho foi o de poder dizer deste livro, quando o terminasse: «Isto é o Alentejo.» Dos sonhos, porém, acordamos todos, e agora eis-me não diante do sonho realizado, mas da concreta e possível forma do sonho. Por isso me limitarei a escrever: «Isto é um livro sobre o Alentejo.» Um livro, um simples romance, gente, conflitos, alguns amores, muitos sacrifícios e grandes fomes, as vitórias e os desastres, a aprendizagem da transformação, e mortes. É portanto um livro que quis aproximar-se da vida, e essa seria a sua mais merecida explicação. Leva como título e nome, para procurar e ser procurado, estas palavras sem nenhuma glória - _Levantado do Chão_. Do chão sabemos que se levantam as searas e as árvores, levantam-se os animais que correm os campos ou voam por cima deles, levantam-se os homens e as suas esperanças. Também do chão pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira. Enfim, cá estou outra vez a sonhar. Como os homens a quem me dirijo.

José Saramago - Die ​Stadt der Blinden
In ​einer unbekannten Stadt in einem unbekannten Land wird ein Mann, der in seinem Auto sitzt und darauf wartet, daß die Ampel auf Grün schaltet, plötzlich mit Blindheit geschlagen. Aber anstatt in Dunkelheit gestürzt zu werden, sieht dieser Mann plötzlich alles weiß, als ob er "in einem Nebel gefangen oder in einen milchigen See gefallen wäre". Ein barmherziger Samariter bietet an, ihn nach Hause zu fahren (um ihm danach das Auto zu stehlen); seine Frau bringt ihn mit dem Taxi in eine nahegelegene Augenklinik, wo er an den anderen Patienten vorbei in das Behandlungszimmer gebracht wird. Innerhalb eines Tages sind die Frau des Mannes, der Taxifahrer, der Arzt und seine Patienten und der Autodieb allesamt Opfer dieser Blindheit geworden. Als die Epidemie sich ausbreitet, gerät die Regierung in Panik und beginnt, die Opfer in einer leerstehenden Nervenheilanstalt unter Quarantäne zu stellen. Dort werden sie von Soldaten bewacht, die den Befehl haben, jeden, der zu fliehen versucht, zu erschießen. So beginnt die Geschichte des portugiesischen Schriftstellers José Saramago über eine Menschheit im Belagerungszustand. Ein erheblicher Mangel an Absätzen, begrenzte Zeichensetzung und eingeschobene Dialoge ohne Anführungszeichen und Attribute erscheinen im ersten Moment als eine ziemliche Herausforderung, aber dieser Stil trägt tatsächlich zum Spannungsaufbau und zur Einbindung des Lesers bei. In dieser Gemeinschaft von blinden Menschen gibt es noch ein Paar sehender Augen: die Frau des Arztes hat ihre Blindheit nur vorgetäuscht, um ihren Mann in die Quarantäne begleiten zu können. Als die Zahl der Opfer wächst und das Asyl aus allen Nähten platzt, beginnt die Versorgung zusammenzubrechen: Toiletten laufen über, Lebensmittellieferungen kommen nur noch sporadisch, es gibt keine medizinische Versorgung für die Kranken und keine Möglichkeit, die Toten richtig zu begraben. Zwangsläufig beginnen die gesellschaftlichen Konventionen ebenfalls zu zerfallen -- eine Gruppe der blinden Insassen übernimmt die Kontrolle über die schwindende Lebensmittelversorgung und benutzt sie, um die anderen auszubeuten. Währenddessen bemüht sich die Frau des Arztes, ihre kleine Gruppe von blinden Schützlingen zu beschützen, und führt sie schließlich aus dem Asyl in die mittlerweile schrecklich veränderte Landschaft der Stadt zurück. Die Stadt der Blinden ist in vielerlei Hinsicht ein erschreckender Roman. Er liefert eine detaillierte Beschreibung des totalen Zusammenbruchs der Gesellschaft nach einer überaus unnatürlichen Katastrophe. Saramago treibt seine Figuren bis an den Rand der Menschlichkeit und stürzt sie dann in den Abgrund. Seine Charaktere lernen, in unfaßbarem Schmutz zu leben, sie begehen Akte unbeschreiblicher Gewalt und erstaunlicher Großzügigkeit, die vor dieser Tragödie für sie unvorstellbar gewesen wären. Die gesamte gesellschaftliche Struktur verändert sich, um sich den neuen Umständen anzupassen -- einer Welt, in der einst zivilisierte Stadtbewohner zu zerlumpten Nomaden werden, die sich auf der Suche nach Nahrung von Gebäude zu Gebäude tasten. Der Teufel steckt im Detail, und Saramago hat sich für uns eine Hölle ausgemalt, in der diejenigen, die auf der Straße erblindeten, niemals mehr ihr Zuhause finden werden, in der Menschen gezwungen sind, Hühner roh zu verspeisen, und Rudel von Hunden auf der Suche nach Leichen über die kotübersähten Bürgersteige streunen. Und dennoch, all diesem Horror hat Saramago Passagen von unübertroffener Schönheit entgegengesetzt. Als ihr von drei ihrer Schützlinge -- Frauen, die sie niemals sehen konnten -- gesagt wird, sie sei schön, "bricht die Frau des Arztes in Tränen aus wegen eines Personalpronomens, eines Adverbs, eines Verbs, eines Adjektivs, bloße grammatikalische Kategorien, bloße Etiketten, genau wie die zwei Frauen, die anderen, unbestimmte Pronomen, auch sie weinen, sie umarmen die Frau des ganzen Satzes, drei Grazien im Regen." Mit dieser einen Frau hat Saramago eine tapfere, vollentwickelte Figur geschaffen, die dem Leser als Augen und Ohren und als das Gewissen der Menschheit dient. Und er hat mit Die Stadt der Blinden eine gehaltvolle, letztlich transzendente Betrachtung geschrieben über das, was es bedeutet, Mensch zu sein.

José Saramago - A ​Caverna
Uma ​pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.

José Saramago - Halálszünet
Egy ​meg nem nevezett országban egyik napról a másikra a Halál úgy dönt, falnak támasztja a kaszáját, és nem arat tovább. A haldoklók százai kerülnek kilátástalan helyzetbe, állapotuk se nem romlik, se nem javul, ellátásuk felemészti az államkincstárat. Az országhatáron túl azonban a helyzet változatlan: továbbra is jobb létre szenderülhet, akinek ütött az utolsó órája. Nem csoda, hogy hamarosan beindul a „halálturizmus”, melyből a maffia is kiveszi a részét. Fél év elteltével minden visszaáll a rendes kerékvágásba, mi több, még a Halál stílusa is megváltozik: már nem bejelentés nélkül ragadja magával a kiszemelteket, hanem udvarias, kékeslilásan hullaszínű levélkékben egy héttel előre kiküldi az értesítést. José Saramago legújabb, légiesen erotikus köntösbe csomagolt, irrealitásba hajló regénye, a „jövőbe látás könyve” az első kötet az író pályáján, melyet az első mondattól az utolsóig a fantasztikum jár át.

José Saramago - Small ​Memories
Starred ​Review. Weaving together memories of his Portuguese childhood, Nobel Prize–winner Saramago (1922–2010) presents a lyrical portrait of the artist as a young man. Born in the small village of Azinhaga and raised in Lisbon, Saramago recounts his early days not in the traditional linear fashion but as snippets of reminiscences that flow from one topic—and time period—to another. The days spent in Azinhaga, exploring the countryside with a child's keen eye for adventure and spending time in his maternal grandparents' cottage, are beautifully depicted and resonate even more deeply when Saramago describes the modernization that has made his boyhood home unrecognizable. Readers will also recognize the trademark undercurrent of wit in Saramago's stories, such as how a village joke resulted in his surname being recorded incorrectly on his birth certificate ("Saramago" means wild radish) and how an early attempt to master French was actually a childhood introduction to Molière. Yet all is not merry as Saramago recalls the tragic death of his older brother, Francisco, at age four, which causes him to explore the concept of so-called "false memories," as well as his family's poverty. With its poetic style, this posthumous memoir is the perfect coda to Saramago's distinguished career. (Apr.) (c) Copyright PWxyz, LLC. All rights reserved. From Booklist Starred Review The Portuguese recipient of the 1998 Nobel Prize in Literature died in 2010, leaving for posthumous publication his last novel, the rousing, delightful Elephant's Journey, and this equally charming memoir of his childhood ('the small memories of when I was small'), which is certainly one of the most sheerly beautiful writing exercises in any mode or genre of the season. In common with other writers who take backward glances at life, Saramago spends time'and in his case, lush time'remembering being raised amid idiosyncratic relatives and neighbors, who, if not directly supplying fodder for future writing endeavors, at least gave Saramago an early sensitivity to the fact that the best drama is about ordinary folk (one man is described as someone who 'lacked the intelligence to know which way the wind was blowing, or if indeed there was any wind'). What makes the book so distinctive and charming is that Saramago admits that certain of his memories have a fuzzy provenance'did he actually experience this or that event or just hear about them later?'yet at the same time, he simply lets the narrative roll along in verbal splendor and poignant intimacy, leaving the question of truth-rooted accuracy versus hit-or-miss impressions a moot point. --Brad Hooper

José Saramago - Alabardas
Aquando ​do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências. Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.

José Saramago - A ​Jangada de Pedra
O ​romance que então escrevi - A Jangada de Pedra - separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices em direcção ao Sul do mundo, "massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais", a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens ... Uma visão duas vezes utópica entenderia esta ficção política como uma metáfora muito mais generosa e humana: que a Europa, toda ela, deverá deslocar-se para o Sul, a fim de, em desconto dos seus abusos colonialistas antigos e modernos, ajudar a equilibrar o mundo. Isto é, Europa finalmente como ética. As personagens da Jangada de Pedra - duas mulheres, três homens e um cão - viajam incansavelmente através da península enquanto ela vai sulcando o oceano. O mundo está a mudar e eles sabem que devem procurar em si mesmos as pessoas novas em que irão tornar-se (sem esquecer o cão, que não é um cão como os outros ...). Isso lhes basta.

José Saramago - The ​Gospel According to Jesus Christ
This ​book is a retelling of the Gospel following the life of Christ from his conception to his crucifixion. A naive Jesus is the son not of God, but of Joseph. In the desert it is not Satan, but God that Christ tussles with, an autocrat with whom he has an unbalanced and unsettled relationship.

José Saramago - O ​Evangelho Segundo Jesus Cristo
Jesus ​morre, morre, e já vai deixando a vida, quando de súbito o céu por cima da sua cabeça se abre de par em par e Deus aparece, vestido como estivera na barca, e a sua voz ressoa por toda a terra, dizendo, tu és o meu filho muito amado, em ti pus toda a minha complacência. Então Jesus compreendeu que viera trazido ao engano como se leva o cordeiro ao sacrifício, que a sua vida fora traçada para morrer assim desde o princípio dos princípios, e, subindo-lhe à lembrança o rio de sangue e sofrimento que do seu lado irá nascer e alagar toda a terra, clamou para o céu aberto onde Deus sorria, Homens perdoai-lhe, porque ele não sabe o que faz. Depois, foi morrendo no meio de um sonho, estava em nazaré e ouvia o pai dizer-lhe, encolhendo os ombros e sorrindo também, nem eu posso fazer-te todas as perguntas, nem tu podes-me dar todas as respostas. Ainda havia nele um resto de vida quando sentiu que uma esponja embebida em água e vinagre lhe roçava os lábios, e então, olhando para baixo, deu por um homem que se afastava com um balde e uma cana ao ombro. Já não chegou a ver, posta no chão, a tigela negra para onde o seu sangue gotejava.

José Saramago - Minden ​egyes név
José ​úr segédfogalmazó a Népesség-nyilvántartó Hivatalban. Ötvenéves fejjel ennyire vitte - többre nem hivatott, többre nem is vágyik. Reggeltől estig fogadja az ügyfeleket, vezeti példás ügybuzgalommal élők és holtak nyilvántartási kartonjait. Szabadidejében pedig híres emberekről gyűjt és rendszerez minden elérhető újságcikket, fényképet, adatot. Magánszorgalomból az éjszakát is hivatalban tölti. Egyszer egy híres ember kartonját véletlenül hozzáfogja egy ismeretlen nő kartotéklapját, s akkor keríti csak igazán hatalmába furcsa szenvedélye. A nyomába ered ennek a köznapi sorsnak, megpróbálja feltérképezni, izgalmában lop, csal, hazudik, betör, elhanyagolja a munkáját, s az egyszerűnek látszó kutatásból kalandregénybe illő abszurd történet kerekedik. Számtalan stiláris telitalálat és humor színezi a néha hivatalnokosan barokkos, máskor puritán, de mindvégig lendületes s leginkább az élőbeszéd logikáját, lejtését, árnyalatait követő szöveget. A segédfogalmazó sivár élettörténete Saramago kezén lebilincselő olvasmány. A portugál irodalom nagy öregje 1998-ban elnyerte a Nobel-díjat. Sok nyelven van értő közönsége, sőt lelkes tábora. Magyar fordításban a Kőtutaj, A kolostor regénye, a Ricardo Reis halálának éve, a Lisszabon ostromának históriája és a Vakság című műveit ismerheti meg az olvasó.

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